sexta-feira, 8 de julho de 2011

DISGRAFIA

Alteração da escrita que a afecta na forma ou no significado, sendo do
tipo funcional. Perturbação na componente motora do acto de escrever,
provocando compressão e cansaço muscular, que por sua vez são
responsáveis por uma caligrafia deficiente, com letras pouco
diferenciadas, mal elaboradas e mal proporcionadas.
De forma geral, a criança com disgrafia apresenta uma série de sinais
ou manifestações secundárias motoras que acompanham a dificuldade no
desenho das letras, e que por sua vez a determinam. Entre estes sinais
encontram-se uma postura incorrecta, forma incorrecta de segurar o
lápis ou a caneta, demasiada pressão ou pressão insuficiente no papel,
ritmo da escrita muito lento ou excessivamente rápido.

Sinais indicadores:
Postura gráfica incorrecta.
Forma incorrecta de segurar o instrumento com que se escreve.
Deficiência da preensão e pressão.
Ritmo de escrita muito lento ou excessivamente rápido.
Letra excessivamente grande.
Inclinação.
Letras desligadas ou sobrepostas e ilegíveis.
Traços exageradamente grossos ou demasiadamente suaves.
Ligação entre as letras distorcida.
Problemas associados:
Biológicos.
Perturbação da lateralidade, do esquema corporal e das funções
perceptivo-motoras.
Perturbação de eficiência psicomotora (motricidade débil; perturbações
ligeiras do equilíbrio e da organização cinético-tónica;
instabilidade).
Pedagógicas
Orientação deficiente e inflexível,
Orientação inadequada da mudança de letra de imprensa para letra
manuscrita,
Ênfase excessiva na qualidade ou na rapidez da escrita,
Prática da escrita como actividade isolada das exigências gráficas e
das restantes actividades discentes.
Pessoais
Imaturidade física,
Motora,
Inaptidão para a aprendizagem das destrezas motoras,
Pouca habilidade para pegar no lápis,
Adopção de posturas incorrectas,
Défices em aspectos do esquema corporal e da lateralidade.
O que pode fazer:
Encorajar a expressão através de diferentes materiais (plasticina,
pinturas e lápis). Todas as tarefas que impliquem o uso das mãos e dos
dedos são positivas.
Incitar a criança a recortar desenhos e figuras, a fazer colagens e
picotar.
Promover situações em que a criança utilize a escrita (ex.: escrever
pequenos recados, fazer convites e postais).
Fazer actividades como contornar figuras, pintar dentro de limites,
ligar pontos, seguir um tracejado, etc.
Deixar a criança expressar-se livremente no papel, sem corrigir nem
julgar os resultados.
http://www.appdae.net/disgrafia.html

DISCALCULIA.

A dificuldade na matemática pode ter várias causas – pedagógicas;
capacidade intelectual limitada; disfunção do sistema nervoso – essas
desordens têm sido consideradas como discalculias, uma disfunção que
impede a criança de compreender os processos e princípios matemáticos.
Dependendo do grau em que se apresentem, podem ser assim agrupados:
Distúrbios de linguagem receptivo-auditiva e aritmética: as crianças
dessa categoria se saem bem em cálculos, mas têm dificuldades nas
questões que envolvem raciocínio aritmético, em função da limitação na
decodificação dos enunciados;
Memória auditiva e aritmética: expressam-se de duas formas – a)
dificuldades de reorganização auditiva ( reconhece o número quando
ouve, mas nem sempre consegue dizê-lo quando quer); b) incapacidade de
ouvir os enunciados apresentados oralmente e, em conseqüência, não é
capaz de guardar os fatos , o que o impede de resolver os problemas
propostos;
Distúrbios de leitura e aritmética: apresentam dificuldades para ler
os enunciados dos problemas, mas são capazes de fazer cálculos quando
as questões são lidas em vos alta;
Distúrbios de escrita e aritmética: as crianças com disgrafias não
conseguem aprender os padrões motores para escrever letras e números,
razão pela qual os conceitos matemáticos precisam ser passados para
elas de outras maneiras até que o distúrbio da escrita tenha sido
superado.